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quinta-feira, janeiro 24, 2013


Resenha V de Vingança

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É galera a Lis disse para eu postar apenas duas resenhas depois mudou de ideia, vou pra terceira e logo, logo tem mais, só pra não perder o costume, meu blog é esse aqui, veja o que ele tem haver com você, agora vamos a resenha...




Autor:  Alan Moore e David Lloyd
Editora: Panini Books
ISBN: 9788565484107
Páginas: 304
Ano: 2012




Sinopse: Encenada em uma Inglaterra de um futuro imaginário que se entregou ao fascismo após uma guerra nuclear. Nessa Inglaterra, considerada “pouco importante para merecer ser bombardeada” (fruto da desilusão dos autores com a política neoliberal de Margaret Thatcher) o caos imperava até chegar ao poder um regime fascista e xenófobo. Quando a história começa, já encontramos o país naquela fase posterior aos expurgos, onde o povo vive em resignação, vigiado por câmeras 24 horas por dia e os campos de “readequação” para onde foram conduzidos comunistas, negros, estrangeiros, homossexuais e outras minorias literalmente nessa ordem, já foram desativados. Toda a cultura pop antiga foi erradicada pelo novo regime, que se divide em secções que fazem alusão às suas funções (por exemplo, as investigações são controladas pelo Nariz) e que seguem as diretrizes apontadas por um computador chamado Destino. E contra tudo isso em busca simplesmente de vingança, surge V.

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            Produzida entre 1982 e 1983 e reeditada e finalizada em 1988, escrita por Alan Moore e ilustrada por David Lloyd, a história conquistou público e crítica, ainda sendo um grande sucesso vinte e tantos anos depois de sua concepção.   
V de Vingança tem um texto absurdamente denso, pesado e obscuro, a arte é a mesma coisa absurdamente densa, pesada e obscura. As sombras ajudam a conduzir a historia. O entrosamento entre texto e desenho a algo milimetricamente pensado ambos se completam.

“Com a ciência, as ideias podem germinar num leito de teorias, formas e práticas que auxiliam seu crescimento… Mas nós, como jardineiros, devemos estar atentos… Porque algumas sementes são de ruína… e os botões mais iridescentes são geralmente os mais perigosos.”

Cada personagem é essencial para a historia. Ao ler preste bastante atenção, atente-se realmente aos detalhes. A forma como cada um dos personagens se constroem até o fim da narrativa principalmente Evey Hammond.

Esta edição que tenho em minha humilde coleção tem alguns diferenciais que gostaria de ressaltar, tem dois textos introdutórios, um escrito por Alan Moore outro por David Lloyd, Alem de um artigo escrito por Morre durante a publicação original de V em 88, há também rascunhos das artes e um  guia com notas e comentários para você não se perder. A única diferença dessa edição de 2012 para a edição de 2006 é que a sua capa e cartonada e não de capa dura e seu preço é bem mais acessível algo em torno dos 25,90 não me lembro ao certo.

            E antes de concluir aqui minha resenha, gostaria de fazer algumas considerações, apesar do que muitos falam sobre o caráter politico da obra não vá esperando respostas e esclarecimento político, o próprio Alan Morre alerta no inicio com seu texto introdutório para a sua inexperiência política,  vemos o próprio "Fascismo" do governo é simplesmente um partido politico repressor, o texto não fala de anarquismo em nenhum momento diretamente ou se aprofunda em qualquer outra forma política ou ideológica, apesar do personagem V ter se fixado sobre o discurso anarquista, e isso fica implícito na obra toda até ao término sendo citado por Evey, a obra se trata de insurreição popular, o povo tomando o poder politico independente de quem, doutrina ou ideologia estará no Governo a obra inteira pode ser resumida em uma única frase dita pelo próprio V.

O governo deve temer o povo, não o povo o governo”.

         Uma outra consideração que queria fazer é que o filme é muito bom, mas extremamente infantilizado, é quase um estupro a obra de Alan Moore e David Lloyd. Para você ter uma noção Eric Finch toma LSD para ter o mesmo nível de consciência que o personagem V . E por ai vai o texto mais violento e cheio de tramas. Como o fato de que Evey  aos 16 anos ir as ruas depois do toque de recolher para vender seu corpo. 

Bom, para concluir está minha divagação digo que V de vingança é uma arrebatadora, poderosa e aterradora história sobre perda de liberdade e cidadania em um mundo bem possível, ela captura a natureza sufocante da vida e a força redentora do espírito humano que se rebela contra situações adversas.  Obra de surpreendente clareza e inteligência, traz inigualável profundidade de caracterizações e verossimilhança em um audacioso conto de opressão e resistência. V DE VINGANÇA permanecerá como uma das maiores obras dos quadrinhos de todos os tempos. Ela é libertadora.



Aquele abraço.
Felipe Diaz ou Chuck.
Inglaterra Triunfa!
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