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segunda-feira, janeiro 07, 2013


Resenha: O pai de Deus é eletricista

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Oi gente, festejaram muito a virada do ano? Desejo a vocês um ótimo 2013, e que tudo que desejaram ou programaram na virada do ano se realize. Sem mais delongas, vamos a resenha de hoje, que por sinal é a primeira do ano :)

Autor: Gil Nunes
Editora: Chiado Editora
ISBN: 9789896976354
Páginas: 226
Ano: 2012

Sinopse: Um homem, receoso de passar a eternidade a comer cocos e a tomar banhos em cataratas decide reivindicar a Deus um novo céu, à sua imagem, composto por dois de seus maiores prazeres da vida: futebol e leitão assado. Porém, nem todas as orações que fazemos são correspondidas. Esta também não foi. Como tal, o mesmo homem decide fazer uma reclamação ao superior hierárquico de Deus - o seu pai - que de uma forma bem peculiar lhe vai responder ao pedido. Assim, o pai de Deus, Eusébio, vai receber um pedido. Mas, no momento tem problemas mais graves para resolver: a viabilidade da Jeová Eléctrica, a gravidez da nora, e pior do que isso: o comportamento irascível da filha Ana, cujas atitudes podem comprometer a história da humanidade. A nossa história.

Quando vi a capa deste livro não soube o que esperar dele, então fiz o que há muito tempo não fazia, fui ler a sinopse mais atentamente, achei surreal e interessante, mas pensei, será que funcionou? E bom, agora afirmo para vocês que sim, funcionou!

Enquanto uns se preocupam se o céu existe ou não, se está se comportando o suficiente para ir para o suposto céu, o nosso narrador se preocupa em como será o local onde passará a eternidade, afinal, não deve ser nada legal ficar numa calmaria total, com umas palmeiras e uma paisagem bonita, que aguenta só isso por tanto tempo? 
A paixão do nosso narrador é futebol e leitão assado, e é isso que ele deseja para a sua eternidade, pois, de que adianta o paraíso sem as suas preferências? E é com esse pensamento que ele começa direcionar suas orações, porém nunca consegue uma resposta, portanto decide encaminhar suas dúvidas e pleitos para o superior de deus.

E é aí que a narrativa dá uma virada, e acabamos não presenciando somente o espaço mundano do nosso narrador inicial, mas também o cotidiano da família Deus Ferreira, em especial do Eusébio, o chefe desta família, a quem a carta do começo do livro foi destinada. Eusébio é o dono da Jeová-Eléctrica, que passa por uns problemas, e por consequência ocupa muito o seu tempo, principalmente por pensar tanto na concorrência, como a Alá Iluminações.

Perceberam que é um enredo bem complexo, repleto de informações e dois universos completamente diferentes, dá para se imaginar perdida durante a leitura, e bom, isso de fato aconteceu no começo, mas só aconteceu nas primeiras páginas, até me adaptar a escrita do autor.

Nas primeiras páginas a narrativa é feita em primeira pessoa, a obsessão do protagonista em garantir o futebol e o leitão para a eternidade garante boas risadas ao leitor, sendo assim, a narrativa em primeira pessoa foi essencial para entender mais do personagem. 
Quando o foco é a família Deus Ferreira a narrativa é mudada para a terceira pessoa. Isso me deixou confusa no começo, pois não há mudança de capítulo nem qualquer indício que demonstrasse que isso iria ocorrer. 
Outra característica do livro é que ele é corrido, não há capítulos, no começo estranhei, por conta das mudanças no foco da narrativa, mas depois que me adaptei me encantei pelo livro, e a dinâmica do livro não o faz cansativo, mesmo sem a divisão por capítulos.

Enfim, é um livro que recomendo, uma pena que não há editora no Brasil, mas quem se interessar pode adquirir pela wook, e se houver interesse de vocês podemos fazer um booktour do livro.

Ah, e só uma observação, a capa realmente não me agradou.


Beijos
Lis

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