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terça-feira, janeiro 22, 2013


Resenha: Maus

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Olá, olá, Acho que vocês ainda lembram de mim e tal eu sou o  Chuck... Posto coisas nesse blog aqui, e não sou simpático como a Lis, não sei o que escrever nesse texto cabeça... Então vamos direto a resenha, o que acham?



 Autor: Art Spiegelman
Editora: Cia. das Letras 
ISBN: 9788535906288
Páginas: 296
Ano: 2005





Sinopse: Maus é a história de Vladek Spiegelman, Judeu-Polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, narrada por ele próprio ao filho Art. O livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. A obra é um sucesso estrondoso de público e de crítica. Desde que foi lançada, tem sido objeto de estudos e análises de especialistas de diversas áreas - história, literatura, artes e psicologia.

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Maus é uma Graphic Novel forma fresca de nomear uma História em Quadrinhos! Chamar HQ de Graphic Novel seria como chamar Puta de Profissional do Sexo ou de Buracão de Vale –. Mas antes de tudo, é preciso dizer que Maus não é uma Graphic Novel qualquer. Ela é uma das poucas que venceu o exaltado prêmio Pulitzer, dado a escritores que ficam felizes e jornalistas que tendem a morrer logo depois por explosão do ego. E o estranho, ganhou um Pulitzer diferenciado, pois a obra é quase que inclassificável. Não sabiam se o premiavam como ficção ou biografia. O que é uma dúvida um tanto quanto idiota, pois Maus é uma biografia... E uma Ficção.

Há um motivo pela contradição. O quadrinista Art Spiegelman narrou à história de seu pai Vladek Spiegelman judeu-Polonês nos campos de concentração durante a segunda guerra mundial. Daí o termo biografia, mas Art narra a historia como fábula onde, os personagens tem feições animalescas. Bem, os judeus são ratos, alemães são gatos, poloneses-não-judeus são porcos, estadunidense são cães e assim por diante. Essa característica marcante do livro se baseou nas propagandas nazistas que tratavam os judeus como ratos. Vemos até uma citação na própria obra:


Mickey Mouse é o ideal mais lamentável de que se tem notícia (…) As emoções sadias mostram a todo rapaz independente, todo jovem honrado, que um ser imundo e pestilento, o maior portador de bactérias do reino animal, não pode ser o tipo ideal de animal (…) Abaixo a brutalização do povo propagada pelos judeus! Abaixo Mickey Mouse! Usem a suástica!” – artigo de jornal, Pomerânia, Alemanha, meados da década de 1930.


Muito já se viu (e ouviu) sobre o holocausto, mas nunca de uma forma tão sincera como em Maus.
Maus é incrível! A historia é narrada de forma densa, agressiva, com humor e crueldade. Na linha de narração, a historia de tão absurda chega a beirar o surrealismo, como na descrição do método que alguns nazistas utilizavam para fazer as crianças judias pararem de chorar: pegavam-nas pelas pernas e batiam suas cabeças na parede até quebrarem seus crânios, assim matando-as e, finalmente fazendo com que parassem de chorar... Você pensa: “Essa porra é real!?”

Maus trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto. Spiegelman, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. É implacável com o protagonista, seu próprio pai, retratado como valoroso e destemido, mas também como sovina, racista e mesquinho. De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo literário e um relato histórico de valor inestimável. É impossível conter as lágrimas ao ler, assim como é impossível conter as lágrimas enquanto escrevo agora.

O termo “Maus”, somente para situar, significa “rato” em alemão e o prêmio Pulitzer foi conquistado em 1992.


Aquele Abraço.
Felipe Diaz ou Chuck.
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