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domingo, dezembro 09, 2012


Filme: Os Três Mosqueteiros.

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 "Um por todos e todos por um".

Desde que foi publicado em 1844, "Os Três Mosqueteiros" ganharam várias adaptações para o teatro, o cinema e a televisão. Não há como simplesmente não ter ouvido falar dos três lendários heróis que na verdade eram quatro! Pois é, nem Alexandre Dumas pai  entendeu bem o título recomendado por seu editor, mas publicou o livro mesmo assim.

"Os Três Mosqueteiros" faz parte da série dos romances de D'Artagnan, composto por mais dois livros - que infelizmente se encontram fora do mercado editorial brasileiro.

Hoje irei falar sobre a nova versão desse clássico para o cinema dirigido por Paul W.S. Anderson. Nela vemos uma remontagem da obra com algumas licenças históricas e outros tantos de licença poética. Entre as alterações mais esdrúxulas está uma série de armamentos fictícios supostamente projetados por Leonardo DaVinci, algo que pode irritar os fãs mais ortodoxos de Dumas. Fora isso e curiosamente, essa é a adaptação que, até hoje, melhor captou a essência dos personagens, mesmo que eles tenham sido pouco explorados.

A história, já conhecida por todos, começa mostrando Athos (Matthew MacFadyen), Porthos (Ray Stevenson) e Aramis (Luke Evans), ajudados pela mortal Milady (Milla Jovovich, fatal como sempre) invadindo a tumba de Da Vinci em Veneza para se apoderar dos planos de uma de suas invenções. Milady revela-se uma traidora a serviço do Duque de Buckingham (Orlando Bloom) que se apodera dos projetos secretos.

Passado um ano, vemos um jovem chamado D'Artagnan (Logan Lerman) recebendo a última aula de esgrima de seu pai, bem como um pouco de dinheiro e alguns conselhos para se tornar um mosqueteiro. Cheio de esperanças, o jovem parte para Paris e no trajeto acaba encontrando um inimigo mortal no líder da guarda do Cardeal Richelieu (Christoph Waltz). O nome do sujeito é Rochefort (Mads Mikkelsen) e por causa dele, já em Paris, o cabeça-quente D'Artagnan insulta sem querer três estranhos e marca com cada um deles um duelo. Bom jeito de começa a vida, não?

Na hora marcada para o primeiro duelo, D'Artagnan descobre que seus oponentes são os lendários mosqueteiros Athos, Porthos e Aramis. Antes de ocorrer o primeiro embate, os guardas do cardeal aparecem para prender os quatro. Tem-se então uma fantástica cena de luta de espadas e uma das poucas do filme, onde como resultado D'Artagnan acaba se tornado amigo dos três ilustres senhores.

As aventuras do jovem gascão começam mesmo quando ele, mais seus novos amigos, vão até a presença do Rei Luís XIII (Freddie Fox), um adolescente fútil e um tanto afetado, para darem explicações da contenda entre eles e os guardas do cardeal. Desse encontro, D'Artagnan, que já estava enamorado de uma jovem chamada Constance (Gabriella Wilde), descobre que ela é uma das damas de companhia da Rainha Ana (Juno Temple). Em decorrência de um plano arquitetado pelo Cardeal Richelieu para derrubar o Rei, provocando uma guerra entre a Inglaterra e a França, a bela Constance recorre ao aprendiz de mosqueteiro para ajudar a manter a paz no reino. Para isso, nossos heróis devem recuperar uma joia roubada do cofre da rainha por Milady e inserida no tesouro pessoal do Duque de Buckingham para persuadir o rei do adultério de sua esposa.

Claro, nessa missão o que não falta são desafios aos quatro heróis e uma oportunidade de vingança para D'Artagnan.

A trama do filme é inspirada em uma das muitas aventuras narradas no livro de Dumas, mas com algumas modificações um tanto incomodas. Essa nova roupagem do clássico prioriza as cenas de ação ao estilo "Resident Evil" e apesar de alguns elementos retirados do livro, não é exatamente fiel à obra. Mesmo assim, como já apontei acima, a personalidade dos mosqueteiros é bem fiel à descrição feita por Dunas. O ator Logan Lerman ficou bem na pele de D'Artagnan, mas isso deve-se mais a sua juventude que seu talento como ator, já que no livro o personagem possui 16 anos. 

Apesar das discrepâncias e um roteiro simples, o filme cumpre o que promete: ele nos entretém e diverte. Claro que a produção possui uma fotografia bela, uma reconstrução de época primorosa e um elenco que, no geral, é grandioso.

"Os Três Mosqueteiros" que, julgando pelo final do filme, deverá ter uma continuação,  merece ser visto.

Postado por Max.

Também publicado no blog do autor: http://maxliteratura.blogspot.com.br/

Trailer:

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