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domingo, outubro 21, 2012


Filme: Jane Eyre.

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Olá caros leitores,

Hoje irei falar de um filme do gênero romântico, para variar um pouco.

Eis um filme que não encontrei em nenhuma locadora de DVDs aqui da cidade, mas graças ao Telecine, que o exibiu durante a semana passada, eu pude finalmente assisti-lo. Trata-se da mais recente adaptação da obra da escritora Charlotte Brontë: "Jane Eyre".

Desde já lhes advirto que aprecio filmes de época e adaptações de obras literárias. Ainda, infelizmente, não li "Jane Eyre", aguardo a publicação do romance por alguma boa editora nacional e em formato que valha a pena possuir na estante. Se alguém conhecer alguma, favor dizer.

Dito isto...

"Jane Eyre" é um filme britânico dirigido por Cary Fukunagae estrelado por Mia Wasikowska (Alice no País das Maravilhas) e Michael Fassbender.

A história, ambientada no século XIX, começa mostrando a personagem título fugindo de uma casa e, após vagar pelas charnecas do interior inglês, elá é encontrada exausta na porta de um missionário chamado St John Rivers (Jamie Bell) que a acolhe. Com a ajuda dele e de suas duas irmãs, Diana (Holliday Grainger, da série "Os Bórgias") e Mary (Tamzin Merchant) a desconhecida vai se restabelecendo e consegue um emprego de professora em uma humilde escolinha do vilarejo.

Logo o passado da jovem nos é revelado por meio de suas lembranças. Jane Eyre é uma jovem órfã criada por uma tia cruel, que jamais lhe deu o mínimo de afeto e a enviou para um internato com o fim de livrar-se do "fardo" que ela representava.

No internato para garotas, Jane recebeu a educação dispensada às meninas daquela época, tudo isso sob um rigoroso sistema educacional que prescrevia castigos físicos para as indisciplinadas mocinhas. Apesar dos pesares, é nessa instituição que Jane vem a conhecer um pouco de amor, graças a sua amiga Hannah, que infelizmente vem a falecer pouco tempo depois. Note-se que, como uma Oliver Twist de saias, a vida da senhorita Eyre está marcada de tragédias, sendo esta uma delas.
 
Depois de concluir seus estudos, ela consegue um emprego como tutora de uma jovem chamada Adèle, jovem protegida de Edward Rochester (Fassbender) e muda-se para a propriedade do abastado senhor, Thornfield Hall.

Lá, em meio a um ambiente recluso, ela inicia seu trabalho como tutora e conhece o patrão, um homem sombrio e um tanto grosseiro. Em um primeiro momento de conversa entre eles, fica claro que Jane o impressiona, com seus modos furtivos mais altivos e a firmeza de suas opiniões.

Durante uma noite, em que a jovem desperta por causa de um ruído no corredor, ela descobre que o quarto do Sr. Rochester está em chamas e ele dormindo. Aflita ela o acorda e depois de ajudá-lo a controlar as chamas, ele lhe pede que guarde segredo do ocorrido. Mais uma vez fica evidenciado uma atração entre os personagens, enquanto o tom de mistério aumenta, afinal ficamos imaginando a origem do fogo. Seria o estranho fantasma de uma mulher que a jovem Adèle falou para a tutora sobre a existência? Que segredos o Sr. Rochester guarda?

Infelizmente, Jane não tem tempo para grandes meditações, na manha seguinte ela acorda e descobre pela governanta, a Sra. Fairfax (Judi Dench), que o patrão partiu para a casa de amigos. Alguns dias se passam e ele retorna em companhia de alguns convidados, entre eles a bela  senhorita Blanche Ingram (Imogem Poots) com quem se comenta que ele irá noivar. 

Fica evidenciada a diferença social entre a jovem tutora e o patrão, quando este exige a presença dela e de sua pupila junto dele e seus convidados. Sentada em um canto, Jane assiste seu patrão dá o máximo de atenção à Srta. Ingram. Desconfortável com isso, ela se retira do salão ao que é seguida por Rochester. Nisso, enquanto os dois conversão em um corredor, outro incidente ocorre para lançar mais trevas ao mistério em torno daquele homem. Ele recebe um estranho e inesperado visitante da Jamaica, o qual, durante a noite é atacado, forçando Jane a ajudar o patrão a removê-lo da propriedade sem que os demais hóspedes percebam o ocorrido.

O filme segue uma linha clássica do romantismo. Jane nutre sentimentos pelo patrão, que em momentos a sós com ela aparenta também  os ter em igual medida. Depois de alguns momentos, temos uma cena em que Rochester surpreende Jane ao falar de seus sentimentos com relação a ela e um pedido de casamento. 
 
Claro que isso não surpreende apenas ela, mas todos os moradores de Thornfield Hall. Infelizmente, durante a realização do casamento, em uma cerimônia limitada apenas a presença do sacerdote e dos noivos, o passado de Rochester vem à tona e Jane se desespera ao descobrir o segredo do seu amado, motivo pelo qual ela abandona a propriedade com intenções de jamais voltar.

Contudo... Bem, não revelarei mais nada. Para os que já leram o livro ou já assistiram alguma das adaptações cinematográficas não há surpresas, mas para vocês que ainda irão explorar a obra deixo algumas reticências.

Cumpre dizer que o filme é excelente, com uma reconstrução de época primorosa, uma exuberante fotografia e grandes atuações.

"Jane Eyre" narra a história de uma jovem cuja vida foi marcada por tragédias e um grande amor. Eis um filme que pretendo adicionar a minha coleção, para assistir sempre.

Postado por Max.

Também publicado no blog: http://maxliteratura.blogspot.com.br/


Trailer:

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