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domingo, agosto 19, 2012


Filme: Conan, o Bárbaro.

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Olá pessoal,

Assisti, semana passada, no Telecine ao filme "Conan, o Bárbaro" e vou compartilhar como vocês minhas impressões sobre o longa.

Inicialmente, cumpre dizer que o personagem Conan, que muitos conhecem das HQs, nasceu na literatura.
Na pulp fiction, para ser exato. 

Criado em 1932, pelo escritor texano Robert E. Howard, Conan faz parte de um estilo literário conhecido como Espada e Magia (sword and sorcery), um subgênero da literatura fantástica. Seus contos foram publicados nos Estados Unidos em revistas periódicas. Conan, que habita uma época pré-glacial, anterior a nossa. Nas histórias, Conan já foi de tudo; ladrão, mercenário, pirata, conquistador e rei. Por mais simples que a prosa de Howard possa ser, ele criou toda uma mitologia com os seus textos e inúmeros personagens. Com uma agilidade narrativa tremenda ele conduz o leitor aos mais pitorescos cenários e faz Conan enfrentar criaturas fantásticas, terríveis feiticeiros e hordas de inimigos dessa e de outra dimensão. 

Eis o barato dos contos do autor: sua simplicidade e descompromisso em transmitir erudição, apenas entretenimento, faz de suas histórias o deleite de qualquer leitor, até dos mais exigentes. 

Pena que o novo filme do personagem não tenha seguido essa regra, apesar de não ser ruim. 

Devo acrescentar que pelas minhas resenhas parece que sou do tipo exigente, não se trata disso. Como fã, gosto de representações que façam justiça aos personagens. 

Em “Conan, o Bárbaro” dirigido por Marcus Nispel temos uma história simples, como os contos de Howard, mas um tanto contida. 

Na trama, o terrível Khalar Zym (Stephen Lang) deseja reunir as peças de uma antiga relíquia que lhe concederia poderes sobre-humanos. Nisso, ele ataca um vilarejo bárbaro da Ciméria e massacra toda a aldeia, exceto um garotinho, o jovem Conan que cresce alimentando o desejo de vingança. Conan (Jason Momoa, o Khal Drogo de Game of Thrones) passa os anos entre batalhas, roubos e outras atividades, investigando o paradeiro do homem que matou seu pai. Ao descobrir uma pista, ele parte para enfrentá-lo. Seu caminho cruza com o de uma jovem sacerdotisa chamada Tamara (Rachel Nichols) que está sendo perseguida pelos homens de Zym. Após ajudá-la, Conan descobre que Zym deseja usá-la em um ritual para restaurar a relíquia e ressuscitar sua esposa, uma poderosa feiticeira e com isso, lançar caos em todos os reinos do mundo. 

Mesmo tentando manter a jovem em segurança, ela é raptada e levada até a fortaleza de Zym. Conan parte, então, numa jornada para resgatá-la e se vingar do homem que matou o seu pai. 

Como dito acima, uma história simples. Não que isso seja ruim. Histórias simples, quando bem trabalhadas, podem surpreender. 

Um ponto que merece destaque nessa nova adaptação é a melhor utilização da essência do personagem. Aqui, Conan não é só um brutamontes que parece incapaz de formular uma frase sem fazer careta, como o Conan de Schwarzenegger. Ele é bem mais fiel aos contos do que eu supunha a princípio. 

Nisso o diretor acertou, só devia ter explorado mais a ação e utilizado melhor os recursos da magia.

“Conan, o Bárbaro” é um daqueles filme que assistimos para nos distrair, como o geralmente é o caso dos filmes de ação em geral. Nessa nova versão, faltou um pouquinho mais de monstros, guerreiros, feitiçaria e batalhas. 

Elenco: Jason Momoa, Rachel Nichols, Stephen Lang, Rose McGowan, Bob Sapp, Ron Perlam. 

Trailer: 


Postado por Max.

Texto também publicado no blog do autor: http://maxliteratura.blogspot.com.br/
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