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domingo, julho 08, 2012


Filme: Sucker Punch.

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“Todo mundo tem um anjo. Um guardião que nos protege. Não podemos saber 
que forma vão tomar. Um dia, um velho. No outro, uma garotinha. Mas não deixe as aparências enganá-lo. Eles podem ser tão cruéis como qualquer dragão. 
Podem não estar aqui pra lutar nossas batalhas, Mas, sussurram em nosso coração. 
Lembrando que somos nós. Que cada um de nós que tem o poder sobre o mundo que criamos. Podemos negar que nossos anjos existam... Nos convencer de que não podem ser reais... Mas eles aparecem de qualquer maneira. Em lugares estranhos. Em tempos estranhos. Podem falar através de qualquer personagem que possamos imaginar. 
Gritarão através de demônios se precisarem... Nos chamando... Nos desafiando a lutar”.

 Olá pessoal,

Assisti ao filme Sucker Punch, do diretor Zack Snyder (300, Watchmen). O filme é simplesmente surreal, uma trama delirante cheia de simbolismo e referências.

No longa,  que se passa nos idos anos 50, acompanhamos uma jovem vivida pela atriz Emily Browning (Desventuras em Série) que, após a morte da mãe, fica sob a tutela de um abusivo padrasto. Logo que esse descobre que sua falecida esposa deixou como herdeiras as duas filhas, decidi fazer algo a respeito. Para tentar evitar que ele machuque sua irmã casula, a jovem arma-se com o revolver do padrasto e parte para a luta. Infelizmente chega tarde demais. Ela é encontrada logo depois em estado de choque no túmulo da mãe. Drogada, é levada até um sanatório e internada.

Lá, descobre-se que por intermédio de um inescrupuloso enfermeiro, a jovem será submetida a uma lobotomia dentro de cinco dias.  O filme dá um salto no tempo, mostrando por alto as atividades da jovem no sanatório, até que a vemos ser preparada para a “cirurgia”. No momento em que o médico (vivido pelo ator Joh Hamm) está para realizar o ato cirúrgico, mergulhamos no subconsciente da garota em uma viagem mais alucinante do que a de Alice na toca do coelho branco.

Na sua mente, o hospital transforma-se em um bordel, dirigido por uma versão do enfermeiro inescrupuloso, no qual ela é deixada por um padre cruel que deveria cuidar de órfãos. Lá, a garota agora apelidada de Baby Doll (isso é boneca em inglês, não?) terá de realizar danças eróticas, entre outras coisas, para satisfazer os clientes. Quando ela descobre que seria “vendida” a um sujeito chamado High Roller planeja uma fuga. 

Para isso ela se une a outras quatro garotas: Sweet Pea (Abbie Cornish), Rocket (Jena Malone), Blondie (Vanessa Hudgens) e Amber (Jamie Chung). Depois de certa hesitação, por parte de Sweet Pea, elas acordam com o plano de Baby. Para escapar do bordel, elas deverão unir alguns itens: um mapa, fogo, uma faca e uma chave. 

Aproveitando-se da dança hipnótica realizada por Baby, cada uma delas tem a missão de coletar os itens para a fuga.

É durante a realização dessas danças que somos, novamente, jogados em outra realidade na mente da garota. Uma em que ela e suas amigas são guerreiras mortíferas armadas com metralhadoras, pistolas e lâminas, trajando roupas fetichistas e realizando missões em busca de sua liberdade. Aqui, Baby e as meninas são guiadas por um velho sábio que adverte Baby sobre a existência de um quinto item, um que só ela poderá descobrir. As cenas de ação bárbaras ocorrem nessa outra dimensão ou subdivisão da mente de Baby. Com cenários diversos, desde o Japão feudal, a Segunda Guerra, uma época medieval e um mundo futurista, as garotas enfrentam de tudo. Mandam bala em nazistas mortos-vivos, um dragão e robôs assassinos.

O grande “lance” do filme é perceber que tudo o que ocorre na mente de Baby é uma versão modificada, alterada ou reescrita de tudo o que ocorreu na realidade, no tempo em que ela passou no sanatório até o momento em que está prestes a ser lobotomizada. Ou seja, o que na mente dela se transformou em uma dança erótica, pode significar os abusos sofridos na mão dos cruéis enfermeiros – hipótese confirmada em certo momento do filme.
 
O filme é, em certo ponto, cruel. A liberdade alcançada por Baby não é exatamente aquela que nos gostaríamos que ela conseguisse. Meio simbólica e triste.

Apesar do roteiro não ser exatamente dos melhores, “Sucker Punch” tem elementos que sugam a atenção do espectador e não o deixa desgrudar da tela nem por um segundo: uma trilha sonora perfeita, com músicas que casam adequadamente com cada cena – e isso não é acidental; cenas de ação alucinantes e belas garotas em trajes, como direi, para deixar qualquer marmanjo babando.

Mas não se engane, há muito mais por baixo da superfície da história que escapa a maioria de nós.

Elenco: Emily Browning, Abbie Cornish, Jena Malone, Vanessa Hudgens, Jamie Chung, Carla Gugino, Oscar Isaac, Joh Hamm, Scott Glenn.



Bem,

Até a proxíma,

Max.

Texto também publicado no blog do autor: http://maxliteratura.blogspot.com.br/


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