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segunda-feira, maio 21, 2012


Resenha: A última carta de amor

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Oi gente!
Em breve recomeça a correria de provas não é? Nem me recuperei das primeiras e já estão finalizando o semestre, é para deixar qualquer um louco, mas chega de devaneios, confiram a resenha de hoje...

Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580571738
Páginas: 378
Ano: 2012

Sinopse: Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. Novamente em casa, com o marido, ela tenta sem sucesso recuperar a memória da sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas escondidas, endereçadas a ela e assinadas por "B", e percebe que não só estavam vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante. Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido - em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado -, Ellie começa a procurar por "B", e nem desconfia que ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas que seu próprio relacionamento. Com personagens realísticos complexos e uma trama bem elaborada, A última carta de amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.

Já comentei por aqui o quão ruim é criar expectativas com um livro, mas infelizmente isso é uma coisa difícil de se controlar, criei muita expectativa com este livro, e tudo que eu esperava foi mais do que superado.

"(...)
- E... eu tenho um amante – diz, sem saber bem por quê.
- Um “amante”?
- Ele é... casado.
- Ah. Então essas cartas falaram a você.
- Sim. A história toda. É aquela coisa de querer o que não se pode ter. E de nunca conseguir dizer o que realmente se sente." Pág. 284

Será que os relacionamentos mudaram muito se comparado com a década de 1960 aos dias de hoje?
Este é o questionamento que temos a cada página do livro. Temos duas personagens que nos levam a pensar nesta comparação, sabemos que a autonomia da mulher mudou muito dos anos 60 para cá, mas e o lado emocional como ficou?

Temos duas personagens centrais, Ellie que vive nos dias de hoje, sempre dedicada ao trabalho e que mantém um relacionamento já há algum tempo com John, ele é casado e sempre deixa a relação dos dois em segundo plano, enquanto que Ellie sempre o está priorizando.
Em contrapartida temos Jennifer, uma jovem que vive na década de 1960, casada e submissa ao marido, que encontra um grande amor em um relacionamento fora do casamento.

A história das duas se encontram quando Ellie tem que fazer um artigo para o jornal que trabalha buscando as diferenças no comportamento das mulheres de anos antes com as de hoje, para tal artigo acaba fazendo uma busca no arquivo acaba encontrando uma correspondência endereçada a Jennifer. A curiosidade em saber mais sobre o relacionamento que a carta narra é tanto que Ellie passa a buscar mais informações, buscando saber se a carta originou outras, chegou a sua destinatária e até para entender mais do seu atual relacionamento. 

Os capítulos se intercalam, alguns narram o cotidiano de Ellie, o conflito que é seu relacionamento com Jonh, sempre esperando a disponibilidade dele, enquanto que outros capítulos narram a vida de Jennifer nos anos 60, uma jovem educada para se casar com um bom partido e ser eternamente submissa a ele, conhecemos tanto sua relação com o marido como sua relação com seu amante.

O livro é emocionante, a princípio temos duas mulheres que mesmo estando há 40 anos de distância um tanto quanto perdidas com seus relacionamentos e com o passar dos capítulos podemos acompanhar o amadurecimento das duas, tenho certeza que em algum momento o leitor irá se identificar em alguma atitude de uma das personagens, ou porque não nas atitudes das duas.

Um detalhe que eu adorei é que no início de cada capítulo temos um trecho de uma carta ou e-mail e até atualização de relacionamento na internet mostrando que as correspondências ainda existem, alguns são mais tradicionais e usam a carta, outros aderiram para a tecnologia, mas não deixam de ser frutos de relacionamentos.

Recomendadíssimo!

Beijos
Lis 
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