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segunda-feira, abril 09, 2012


Resenha: Bye Bye Asinhas

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Oi gente, como estamos?
A resenha de hoje é do primeiro livro da Ká Guimarães, ela já foi entrevistada aqui no blog e para quem não leu a entrevista é só clicar aqui para conferir.

Autora: Ká Guimarães
Editora: Baraúna
ISBN: 9788579233807
Páginas: 229
Ano: 2011

Sinopse: O que você espera de um anjo? Deixe-me tentar adivinhar: que ele salve sua vida? Ou que seja seu anjo da guarda bonzinho, sempre disposto a te tirar de situações difíceis? Bom... não é bem assim nessa história nessa história... Você já viu algum anjo escolher sexo? Tá, em algumas histórias eles têm. Mas tente imaginar um anjo atrapalhado que resolver ser mulher. Esse é o caso do anjo Ariel. Espere aí, eu falei anjo? Não... anjinha Ariel. Bem, ela tem sua opinião formada e não adianta dizer que isso não é certo porque Victor Hugo, Prada, Corelo e outras marcas da moda fazem a cabeça dessa anjinha. Ariel tem um dilema na sua vida: continuar a ser uma anjinha viciada em roupas ou se tornar uma humana? Mas a vida dela não é fácil, e ela passa por cada encrenca, que só lendo para entender. E não tente convecê-la de alguma coisa, porque ela não escuta mesmo... Agora tente se imagina correndo perigo e Deus te manda um anjo. E quem Ele manda? Ariel. Você está em apuros. Porque certamente ele irá em frente a uma vitrine ou comprar a última revista de moda que saiu... Se sobrar tempo, bom, aí ela pode tentar ajudar você. Embarque nessa história super bem humorada e cheia de intrigas. Bye Bye Asinhas vai fazer você pensar o que se passa na cabeça de uma mulher.

Antes de falar sobre o livro como um todo vale uma ressalva sobre a sinopse. 
O modo que foi escrita é tão hiperativo como a narração da Ariel, então ponto positivo pois já mostra o que esperar da narrativa do livro, porém esse final "vai fazer você pensar o que se passa na cabeça de uma mulher" achei totalmente desnecessário além de infeliz. Entendo que a Ariel seja cômica devido a sua fixação por moda, porém colocar isso como padrão para todas as mulheres acaba sendo totalmente errôneo, até porque (e sou muito grata por isso) é minoria as mulheres que deixam de lado suas batalhas do dia a dia para viver em função da moda (não estou falando das mulheres que tem como profissão trabalhar com isso, pois se é profissão não é fixação), e claro além de ofensivo, Ariel tem muita futilidade para uma generalização dessas, a minha cabeça e a de muitas ao meu redor não funciona da mesma maneira que a da protagonista.

Bye Bye Asinhas foi um livro que me fez criar muita expectativa, li alguns contos no blog da autora bem antes de ler o livro, então já esperava o comportamento impulsivo e hiperativo, e claro a paixão de Ariel por roupas de grife.

Para entendermos melhor o momento que se passa a história sem spoilers: a nossa protagonista é uma anjinha que está cumprindo uma missão na Terra e por não ter um corpo próprio ela acaba "usando" o corpo de uma garota, sempre que Ariel precisa fazer algo na Terra ela obrigatoriamente necessita usar o corpo de alguém, e dada a sua convicção de ser mulher ela nunca aceita um corpo masculino. A escolhida da vez é a Tifany.

O livro tem uma proposta diferente, temos uma anjinha que se denomina mulher, de personalidade forte, com vários defeitos e comete pecados graves para alguém que fala em nome de deus, creio que a Ariel posta dessa forma acaba se parecendo mais com os humanos comuns, não temos um exemplo de perfeição, mas sim alguém que está apto a reconhecer seus erros, porém olha a contradição, em alguns momentos ela se transforma e acaba falando sobre deus de uma maneira que não condiz com suas atitudes, ela passa de anjinha 'descolada' para a beata da igreja em poucos parágrafos. Sei que pelo enredo ela tem que ter uma relação com deus, mas acho que o modo que ela se dirige a ele acaba sendo muito contrário de suas atitudes, esperava uma conversa mais informal, como a que que ela tem com Gabriel seu superior.

Outro ponto negativo do livro é o envolvimento praticamente instantâneo dos personagens. Gosto de entender como se cria um vínculo entre eles, acompanhar o desenvolvimento da relação, para depois disso encontrarmos um relacionamento com fundamento, porém as paixões de Ariel acontece de uma maneira tão rápida que fiquei me perguntando se havia perdido alguma coisa, tudo bem que muitos capítulos depois entendemos melhor a relação, mas não consegui simpatizar com a profundidade dos sentimentos de Ariel pois não vi evolução nenhuma deles. 

A narrativa é feita em primeira pessoa principalmente pela protagonista, digo principalmente pois temos alguns trechos narrados por Tifany. As partes narradas por Ariel é mais íntima, em alguns momentos se torna um bate papo, ela literalmente conversa com o leitor em muitos pontos, acho isso interessante, porém os devaneios da protagonista em alguns momentos acabam dando a impressão de ser forçado de mais. Ela narra sobre um determinado assunto e no meio do parágrafo há um devaneio da personagem que leva a outro assunto, essa narrativa dá uma dinâmica diferente ao livro, porém pode confundir o leitor em alguns momentos, pois fica tudo muito confuso, muito assunto em pouco espaço.

O ponto alto do livro foi a criatividade da autora em criar uma história de anjos bem diferente das que vemos por aí, Ariel tem sua identidade garantida, porém falta um amadurecimento da obra, a ideia é fazer com que a fixação de Ariel sobre moda seja cômica, e realmente em alguns momentos ela é, porém em sua maioria é forçado, o que causa a impressão de diálogos e pensamentos forçados. Sei que haverá uma continuação, quero continuar acompanhando a série, acredito muito no potencial da Ká e creio que com a experiência do primeiro livro muita coisa pode melhorar.

Beijos
Lis  
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