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quarta-feira, janeiro 11, 2012


Onde Perdemos Tudo

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Hey gente!!!
É só aqui que o tempo está ficando meio estranho?? Não gosto de janeiro por conta disso, as vezes surge um temporal não sei da onde... e praticamente é o mês inteiro assim, bom deixando minhas reclamações sobre esse tempo doido de lado, vamos a resenha de hoje...

Autor: Alex Castro
Editora: Oficina Raquel
ISBN: 9788561129279
Páginas: 120
Ano: 2011
(Se eu não me engano, houve uma primeira edição em 2006, mas a que li é de 2011)

Sinopse: Alex gosta de misturar tudo! Nada de nomes reais e dados verídicos. Tudo pode ser real e pode não ser. O leitor absorve suas ideias sem precisar questionar se são verdadeiras ou frutos da criatividade do Alex. Segundo ele "o jogo de espelhos das mentiras bem contadas e das verdades iverossímeis funciona como uma ferramenta para incitar o surgimento de novas perguntas". Nunca oferecendo receitas prontas ou respostas simples. Desta vez, no livro "Onde Perdemos Tudo", o autor fala sobre o conceito da perda, mas através de encontros e desencontros, achados e perdidos com muito humor e malícia. Alex defendo que apesar de falar sobre o "deixar de ter", não são contos triste, e sim cheios de beleza e reflexão. Esta obra, apesar de inúmeras definições da palavra "perda" presentes e direções que elas podem dar na vida de quem as usa, trata-se de um encontro.


Será que não percebem o quão ameaçador é o silêncio de quem já disse tudo, de quem já partilhou tudo? Página 37


Confesso que não sou fã de livro só de contos, na realidade nunca fui de ler muito livros assim, não sei bem o motivo para não gostar, parando para pensar, creio que apenas não tenho o costume de ler o gênero. O que estou pronta para mudar isso já.

Este livro reúne cinco contos do autor, todos muito bem escritos com uma narrativa que já ganha o leitor na primeira página. Os contos, como dito na sinopse, fala sobre perda, mas o modo que o autor trata o assunto não torna o livro triste, mas sim interessante de acompanhar, é uma perda que faz amadurecer, faz crescer.
Meu conto preferido foi o primeiro, A Morte do meu Cachorro, pois é, me encantei com o livro já de cara, mas quem ler vai entender o motivo, é o conto que mais trata do amadurecimento pessoal.

"A infância acaba, disse alguém, quando morre nosso cachorro. Somente então estaríamos prontos para os desafios da vida adulta. Pouco importa se somos doutorados ou casados: enquanto existe o cachorro - símbolo vivo da nossa adolescência - ainda moramos com os pais." Página 11

E foi aqui, já no primeiro parágrafo do livro, que o autor me ganhou...

As personagens de todos os contos tem uma característica marcante, eu terminei o livro lembrando claramente de cada personagem que fui apresentada, embora sendo um livro com cinco histórias diferentes, ao chegar na última ainda lembramos do sorriso da Fiona (personagem do primeiro conto).

Os outros quatro contos também não deixam a desejar, são todos bem estruturados e cada um com a sua singularidade, tive a impressão que a leitura fica mais leve a cada novo conto, o último conto "A Falta que nos fazem os figos" foi a maior surpresa de todas.

Bem, como vocês perceberam eu adorei o livro, o autor realmente me agradou tanto na narrativa como com a construção das personagens.
Uma única crítica negativa, as páginas são brancas, não sei diferenciar pelo nome do papel, mas é aquele papel branco utilizado, e não aquele amarelado que a maioria prefere. Infelizmente o papel utilizado cansa a leitura, ainda mais quando a pessoa não enxerga muito bem (o que é meu caso).

Minha recomendação? Leiam, tenho certeza que vai agradar!!!

Beijos
Lis
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