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quinta-feira, dezembro 29, 2011


Feminismo, sexo, subversão e poesia.

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Oi =)

Meu nome é Julia e acho que vou começar a dar as caras por aqui pelo menos uma vez por ano. Não sei muito bem como se inicia uma apresentação, tá um pouco difícil. Quando surgiu o convite da Lis pra que eu começasse a escrever de vez em quando aqui no blog, junto veio uma carta branca. Exatamente aí reside o problema, pois não decidi qual será o assunto sobre o qual irei divagar exatamente. Provavelmente irei alternar entre os temas que citei no título dessa postagem.

Sou feminista declarada, sem medo dos estigmas que tentam imputar a essa palavra. Gosto de falar de sexo sem tabus e, junto a isso, debater, construir e desconstruir idéias e mitos sobre as formas de relacionar-se. A subversão se dá porque tenho pavor da estagnação e da submissão, da passividade, diante da realidade. Vejo a revolta, a oposição, o choque e o atrito contra a hegemonias como algo necessário e positivo. E, bem, no fim vem a poesia. É o lirismo que me dá força e encanto pela vida.

Espero dialogar com vocês leitor@s sobre essas coisas, para que possamos dialogar, desconstuir e reconstruir a nós mesmos.

Um beijo.

 áfrica

Querem extirpar meu clitóris
e arrancar o meu prazer,
dizendo: "menina, não chores!
Prometemos, não vai doer."

Querem tirar-me a liberdade
censurando as coisas que digo.
Escondem-me toda a verdade
mas sempre juram ser amigos


E me colocam tantos medos,
não parar nunca de julgar.
Agora apontaram-me o dedo:
"O inferno é o seu lugar."

Mas um dia vieram deuses
entoando uma cantiga:
"Que se fodam os seus algozes,
e vá viver a sua vida."

(Ou:

Acabei pois por deduzir
e agora ninguém mais me engana,
a África é mesmo aqui
e eu resisto sendo profana.)
                                      Érica Camponello
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