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quinta-feira, dezembro 29, 2011


Confissões de um Turista Profissional

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Hey gente!!!
Como estão os preparativos para o fim do ano? Já escolheram as promessas para 2012. Eu confesso que nunca cheguei a cumprir uma promessa de fim de ano, por isso desisti delas... bom vamos a parte que importa né, a resenha de hoje, leiam e comentem :)

Autor: Kiko Nogueira
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788563219435
Páginas: 94
Ano: 2011

Sinopse: Apesar de Kiko e Jota Pinto se parecerem um pouco fisicamente e andarem tão juntos que já são quase uma coisa só (os dois tem a mania insuportável de fazer uma vozinha macabra e fina que geme histericamente quando alguém conta algo tedioso), a maneira como conheci o primeiro é completamente diferente da maneira como conheci o segundo. O Kiko, eu conheci num bar da Vila Madalena, há uns 7 anos. Ele é primo de um amigo do amigo de um ex-namorado meu, que na época não era nada meu e nem estava na mesa porque eu ainda namorava o primo dele, que não era amigo de ninguém. Acho que é isso. Falei que eu escrevia e o Kiko se interessou em ler alguma coisa, daí mandei alguns textos e ele adorou. Começamos a trocar uns e-mails e nunca mais paramos. Hoje temos uma linda amizade. (intelectual, espiritual, fraternal) e um dá muita força pro outro: ele publica tudo o que eu escrevo e eu falo que ele aparenta ter 28 anos. Já com o Jota Pinto a coisa se “deu” completamente diferente. Nós nos conhecemos numa balada da Vila Madalena, há uns 7 anos. Ele é amigo de um primo do amigo de um ex-amigo meu, que na época era namorado, mas que nem estava na mesa porque eu o estava chifrando com o seu melhor amigo, que não era primo de ninguém. Acho que é isso. Falei que eu escrevia e o Jota Pinto se interessou em ler alguma coisa, daí mandei um material e ele achou tudo uma grande droga. Começamos a trocar uns e-mails nos xingando e nunca mais paramos. Hoje nutrimos um ódio especial um pelo outro (intelectual, espiritual, fraternal) e no que podemos atrapalhar a vida um do outro, atrapalhamos: ele não publica quase nada do que eu escrevo e eu simplesmente falo a verdade.


Eu recebi este livro em parceria com a Editora Novo Conceito, e a principio não dei muita atenção para ele, confesso que não esperava muito, achei que era só um livro para quem vive viajando por aí, e olha que mudei de opinião já no prefácio feito por Tati Bernardi.

O livro reúne 37 crônicas voltadas para o turismo, todas com um tom meio sarcástico. São crônicas curtas, de no máximo duas paginas, somente uma ou outra passa esse número. 
O autor critica coisas que todos pensam, mas nunca falam abertamente. 
A sua crítica tem muitos alvos, os viajantes (não turistas, eles não fazem turismo), os mochileiros (eles também não fazem turismo, estão em um outro nível) e claro os turistas que conhecemos.

"Tem gente que acredita que ser "viajante" é melhor do que ser "turista". Os primeiros são, basicamente, descolados, cidadãos do mundo, cosmopolitas, bonitos, espertos. Não viajam de pacotes, falam 37 línguas, odeiam McDonald's e conhecem todos os lugarzinhos de todas as cidades..." página 37

Também encontramos críticas sociais sobre o Brasil, temas como turismo sexual e como o Brasil é visto lá fora. Mas nada muito sério, o objetivo principal do autor é o humor e o turismo de modo geral, mas o modo como tratou do assunto deixou clara sua opinião.

A narrativa do livro é bem dinâmica, dei várias risadas, mas lógico que sempre tem uma ou outra que desagrada (no meu caso foi sobre Cuba, defendo o regime do país, e achei meio sem fundamento a crítica que ele fez)

Bom, são 94 páginas que podem ser lidas em um dia, a diagramação da Novo Conceito, como sempre merece destaque.

"Por onde Niemeyer passa, não cresce grama. Por que o veterano arquiteto não tenta embelezar as cidades?" página 84

"É preciso criar uma companhia aérea para cada tipo de passageiro indesejado" página 88

Creio que o livro vá agradar todos, super recomendo.

Beijos
Lis
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