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segunda-feira, agosto 29, 2011


Vida - Keith Richards

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Hey galera, tá todo mundo bem?
Hoje tem resenha de um livro que eu tenho um carinho todo especial. Quem me conhece sabe que sou uma grande fã dos Rolling Stones, e principalmente do Keith Richards, então não poderia deixar de ler esse livro em que o tiozinho do Rock'n Roll conta sua vida, em sua palavras "Esta é minha vida. Acredite se quiser, eu não me esqueci de nada." 

Autor: Keith Richards
Editora: Globo
ISBN: 9788525049315
Páginas: 672
Ano: 2010


Sinopse: Em "Vida", Keith Richards conta, de maneira crua e feroz, sua história, vivida de forma intensa no meio do fogo cruzado - desde a primeira infância num bairro pobre ouvindo obsessivamente os discos de Chuck Berry e Muddy Wartes, até o modo como levou a guitarra ao limite absoluto e uniu forçar a Mick Jagger para formar os Rolling Stones. Com honestidade rasgada, Keith revela altos e baixos do rock'n'roll, a subida meteórica para a fama, as notórias prisões, as mulheres que teve, o vício em álcool e heroína. A lenda viva reconta como criou os solos envenenados que definiram "Gimme Shelter" e "Honky Tonk Woman", seu romance com a infame Anita Pallenberg (mãe de três de seus filhos) e a morte trágica de Brian Jones. Da paixão por Patti Hansen a seu relacionamento com Mick Jagger, o leitor segue Keith em uma viagem inacreditável, porque é a jornada de um artista que vive sem temores e sem limites. Homem original, Keith sempre disse o que lhe vinha à cabeça e seguiu suas próprias regras. Um fora da lei, um inigualável baderneiro do rock’n’roll e um dos maiores deuses da guitarra de todos os tempos, Keith forjou uma vida que muitos poderiam invejar. "Vida" foi escrito em parceria com James Fox.

Biografias não é o gênero literário preferido de muita gente, mas essa é uma que a leitura vale muito a pena. E digo isso não pelo fato de ser fã, mas sim pela narrativa ser totalmente envolvente. São 672 páginas que parece uma conversa informal, conseguimos imaginar uma conversa com o Keith e não uma leitura, se tem aquela impressão de ouvir as palavras, ele foi extremamente fiel a sua maneira de falar quando transcreveu sua história.

Keith nos apresenta toda a sua vida, desde sua infância, época em que era um dos menores garotos da turma, sempre tentando fugir de uma possível surra, o que nem sempre era uma coisa bem sucedida, era chamado de macaco pelo tamanho de suas orelhas e também quando foi expulso do coral por sua voz estar "um pouco" fora do padrão.
E já nos primeiros capítulos acompanhamos sua mudança de coroinha e garoto que sofria bullying na escola, para um jovem que começava a descobrir Elvis Preslei, mudando para um rebelde que acaba sendo expulso da escola, e por conta disso acaba indo parar na escola de artes onde começa a estudar violão.
Confesso que a parte em que ele conta sua infância é um pouco cansativa, mas ali já conseguimos identificar o nascimento de sua paixão pela música e conseguimos entender o porque dele ter chegado onde está não é porque busca o sucesso, mas sim pelo amor a música.

Keith descreve o início de sua amizade com Mick Jagger, e é incrível ver o crescimento dos Stones, e fiquei pensando em porque eu não nasci no surgimento desse fenômeno todo. Ele narra as brigas do grupo, o modo em que as composições eram feitas, como os discos eram produzidos, enfim uma verdadeira aula da história da música.
Keith não nos poupa dos detalhes sobre drogas e mulheres que passaram pelas turnês que fizeram, e conta os detalhes do relacionamento conflituoso com Anita Pallenberg, as crises de abstinência que quase endoidou os dois. Analisando toda a história de Keith você pensa, "nossa como um cara que se drogou tanto, levou ao pé da letra o Sexo, Drogas e Rock'n'Roll ainda está aí firme e forte", pois é, eu até agora não entendi, segundo Keith é por sempre estar usando drogas da mais alta qualidade, mas mesmo assim é meio incompreensível.

O Keith em minha opinião é um dos melhores guitarristas que existe, e no livro ele descreve como faz seus solos, e conta como aprendeu fazer com que eles se tornassem extraordinários e inesquecíveis (gente não é exagero, basta ouvir Gimme Shelter e prestar atenção na guitarra) e ele explica de uma maneira tão clara, que demonstra tanta facilidade que você fica pensando que pode até ser fácil, mas na prática certeza que não deve ser tão simples assim.

Keith é um figurão, sem se importar em ser discreto conta tudo que passou, sendo até ofensivo em algumas partes com o Mick, conta algumas coisas que tenho certeza que era para ser segredo entre eles, mas também deixa claro o quanto gosta do amigo.
Recomendo o livro para todos, não são para os fãs da banda, mas também para quem quer conhecer mais de uma boa parte da história da música, e se surpreendam com incrível história de Keith...

E me despedindo de um jeito bem Keith... Um SORRISÃO PROCÊ!!!!

Lis

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